A aplicação do plasma rico em plaquetas (PRP) na medicina sexual masculina segue os mesmos princípios biológicos e regenerativos da técnica utilizada no tratamento do complexo clitoridiano feminino. Ambos os procedimentos partem de um mesmo raciocínio clínico: estimular a regeneração dos tecidos eréteis e melhorar o fluxo sanguíneo local, visando recuperar e otimizar a função sexual.
Assim como no clitóris, no pênis o PRP é obtido a partir do sangue autólogo do próprio paciente, processado em uma centrífuga para isolar a fração mais rica em plaquetas — células fundamentais no processo de regeneração e cicatrização. Este concentrado é então reaplicado diretamente nos corpos cavernosos do pênis, sob anestesia local, para restaurar a função erétil e melhorar a qualidade das ereções.
Ponto a ponto: semelhanças entre os procedimentos
🔹 Origem autóloga e biocompatível: Tanto em homens quanto em mulheres, o PRP vem do próprio sangue do paciente, o que reduz drasticamente riscos de rejeição ou alergia.
🔹 Objetivo regenerativo: Em ambos os sexos, o objetivo do PRP é estimular fatores de crescimento naturais, recrutar células-tronco locais e induzir a formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese), promovendo maior vascularização e sensibilidade na região aplicada.
🔹 Indicações semelhantes: Enquanto nas mulheres o foco pode ser disfunção sexual, dor vulvar ou baixa sensibilidade, nos homens o PRP é indicado para disfunção erétil leve a moderada, melhora da vascularização peniana, síndrome pós-prótese peniana, e até como parte da estratégia de aumento peniano com regeneração tecidual.
🔹 Procedimento ambulatorial e seguro: Assim como no clitóris, a aplicação peniana é minimamente invasiva, realizada em consultório, com duração entre 30 e 60 minutos, sem necessidade de internação ou sedação profunda.
🔹 Resultados gradativos: O efeito do PRP não é imediato — seja no clitóris ou no pênis — e pode levar semanas para ser percebido. Há melhora na ereção, no prazer, na sensibilidade e até no tônus peniano com o tempo.
Particularidades do PRP peniano
No homem, a anatomia erétil dos corpos cavernosos e, em alguns protocolos, da glande peniana, oferece múltiplos pontos estratégicos para a aplicação do PRP, conforme a necessidade clínica: seja ela vascular, neurológica ou estrutural. Alguns protocolos ainda combinam o PRP com ondas de choque de baixa intensidade ou terapias hormonais (como a reposição de testosterona) para potencializar os resultados — o que, analogamente, também acontece com o uso de PRP associado à testosterona em mulheres na menopausa.
Conclusão da analogia
Assim como o clitóris é o centro neurossensorial do prazer feminino, o pênis, especialmente a glande e os corpos cavernosos, representa a estrutura funcional central da sexualidade masculina. Em ambos os sexos, a aplicação do PRP promove um resgate natural da função sexual, com segurança, eficácia e respaldo científico crescente.
A medicina sexual regenerativa está pavimentando um novo caminho, no qual a restauração natural da saúde sexual — e não apenas o uso de medicamentos — se torna possível, viável e cada vez mais acessível.
O uso do plasma rico em plaquetas (PRP) na função sexual feminina está indicado principalmente para mulheres que apresentam disfunções sexuais relacionadas à sensibilidade, excitação, dor e lubrificação vaginal. Abaixo, explico as principais indicações e trago referências científicas relevantes:
✅ Indicações clínicas do PRP na função sexual feminina
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Diminuição da sensibilidade genital e da excitação sexual
O PRP pode ser indicado para mulheres que relatam redução da sensibilidade clitoriana ou dificuldade em atingir o orgasmo, especialmente após menopausa ou cirurgias ginecológicas.
🔬 Referência:-
Runels, C. (2014). The O-Shot (Orgasm Shot®): Platelet-rich plasma (PRP) injections for female sexual dysfunction. [Aesthetic Medicine Journal]
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Fabbrocini G, et al. (2020). Use of PRP in vulvar rejuvenation and female sexual dysfunctions. Journal of Cosmetic Dermatology.
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Disfunção sexual da menopausa (síndrome geniturinária da menopausa)
Mulheres na pós-menopausa podem ter sintomas como ressecamento, ardência e dor durante o sexo. O PRP ajuda a regenerar a mucosa vaginal e melhorar o fluxo sanguíneo.
🔬 Referência:-
Becorpi A, Campisciano G, Zanotta N, et al. (2022). PRP in postmenopausal women with vulvovaginal atrophy: a pilot study. Menopause.
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Dor vulvar crônica / Síndrome da dor vulvar / Vulvodínia
O PRP pode ser usado para modular inflamação local e regenerar tecidos, reduzindo a dor e melhorando a função sexual.
🔬 Referência:-
Bornstein J, et al. (2016). Consensus vulvodynia terminology and diagnostic criteria. Journal of Lower Genital Tract Disease.
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Incontinência urinária de esforço leve e associada à função sexual
Embora a incontinência seja uma disfunção urinária, ela pode impactar diretamente a vida sexual. O PRP aplicado na parede anterior da vagina pode melhorar tônus e função do assoalho pélvico.
🔬 Referência:-
Alinsod R. (2016). Nonsurgical Female Genital Rejuvenation Using PRP and Laser. Aesthetic Surgery Journal.
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Rejuvenescimento genital feminino estético-funcional
Algumas pacientes buscam o PRP para melhorar o aspecto estético, mas os efeitos colaterais positivos sobre a libido e o prazer têm sido observados.
🔬 Referência:-
Casabona G, Prieto VG. (2017). Platelet-rich plasma for vulvovaginal rejuvenation: techniques and outcomes. Dermatologic Surgery.
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📌 Observação importante:
Embora haja evidência crescente, muitos dos estudos atuais são abertos, observacionais ou de pequeno porte. Ainda não há diretrizes definitivas de sociedades médicas internacionais recomendando o PRP como tratamento de primeira linha. Por isso, o uso deve ser individualizado e sempre acompanhado de consentimento informado.
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