A disfunção erétil (DE) é uma condição que afeta milhões de homens em todo o mundo e pode ter diversas causas — entre elas, problemas vasculares, metabólicos, hormonais e até emocionais. Com os avanços da medicina regenerativa, uma abordagem que vem ganhando destaque é o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) para tratar a disfunção erétil.
Mas afinal, para quem esse tratamento é indicado? E quais são os resultados esperados?
O que é o PRP?
O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) é uma fração do próprio sangue do paciente, rica em fatores de crescimento e proteínas regenerativas. Quando injetado nos tecidos penianos, ele estimula a formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese), melhora a oxigenação local e promove a regeneração dos corpos cavernosos, que são estruturas fundamentais para a ereção.
Para quem o PRP é indicado na disfunção erétil?
O tratamento com PRP pode ser especialmente benéfico para:
- Homens com disfunção erétil leve a moderada;
- Pacientes com problemas vasculares que afetam a ereção;
- Homens com diabetes tipo 2, hipertensão ou doenças cardiovasculares;
- Indivíduos que não respondem bem a medicamentos como o Viagra® ou Cialis®;
- Pacientes que buscam reduzir o uso contínuo de medicamentos orais para ereção;
- Homens que apresentam perda de sensibilidade peniana ou queixas de redução do prazer sexual;
- Casos de Doença de Peyronie (curvatura peniana), quando associada à disfunção erétil;
- Homens que desejam otimizar a função sexual em tratamentos combinados com ondas de choque, terapia hormonal ou reposição de testosterona.
Quais são os resultados do PRP na função erétil?
Estudos clínicos e a experiência em consultório têm mostrado resultados bastante positivos com o uso do PRP para disfunção erétil. Entre os principais benefícios, destacam-se:
- Melhora da rigidez peniana e da manutenção da ereção;
- Aumento da sensibilidade e do prazer sexual;
- Resposta mais eficaz a medicamentos orais, quando utilizados em conjunto;
- Estímulo à regeneração vascular e tecidual, promovendo efeitos a médio e longo prazo;
- Redução da dependência de remédios para ereção;
- Potencial melhora no desempenho e na autoconfiança sexual.
Como é feito o tratamento?
O procedimento é minimamente invasivo e indolor. Primeiro, é coletada uma pequena amostra de sangue do paciente. Esse material é centrifugado para separar o plasma rico em plaquetas, que será cuidadosamente injetado em pontos estratégicos do pênis. Todo o processo dura menos de 30 minutos e o paciente pode retornar às suas atividades normais logo após a aplicação.
Normalmente são indicadas 3 a 6 sessões, com intervalos mensais ou quinzenais, de acordo com cada caso.
Existe algum risco?
Por se tratar de uma substância do próprio corpo do paciente (autóloga), o PRP é um procedimento extremamente seguro, sem risco de rejeição ou efeitos colaterais importantes. Os casos de desconforto são mínimos e passageiros.
Conclusão
A terapia com PRP representa uma alternativa moderna, segura e eficaz para o tratamento da disfunção erétil, especialmente em homens que desejam restaurar a função erétil de forma natural e regenerativa. Ao estimular a regeneração dos tecidos penianos, o PRP ajuda a melhorar a qualidade da ereção, a sensibilidade e o desempenho sexual como um todo.
Se você está enfrentando dificuldades na sua vida sexual e busca uma solução mais biológica e menos medicamentosa, converse com um médico especialista em saúde sexual masculina. Avaliar o seu caso de forma individual é o primeiro passo para retomar sua confiança e qualidade de vida.
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Referências:
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👉 Revisão sistemática que mostra evidências promissoras do PRP em melhorar a função erétil em homens com DE. -
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Platelet-rich plasma (PRP) treatment for sexual dysfunction in men: Myth or reality?
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👉 Discussão crítica sobre os benefícios e limitações do PRP em casos de DE, com destaque para segurança e potencial regenerativo. -
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👉 Estudo que reforça a plausibilidade biológica do PRP no tratamento da DE e aponta para a necessidade de protocolos padronizados. -
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👉 Estudo clínico piloto que demonstrou melhora significativa nos escores de função erétil (IIEF) após tratamento com PRP.
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